Escravos da Copa de 2022

Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar trabalhando nas obras da Copa do Mundo de 2022 como verdadeiros escravos modernos.

Milhares de operários estão aprisionados em condições de trabalho desumanas no Catar sem conseguir voltar para casa. Forçados a trabalhar sob o sol escaldante do deserto, sem direito a comida ou água e proibidos de voltar para casa, milhares de homens estão no Catar como verdadeiros escravos modernos. 
No ano passado, uma pessoa morreu a cada dois dias na construção de um mega-projeto de um bilhão dólares para a Copa do Mundo de 2022 no Catar. A maior parte do projeto é administrada por uma empresa norte-americana, chamada CH2M Hill.
O programa de trabalhadores convidados do Catar é a raiz do problema. Trabalhadores do Nepal e Sri Lanka são enganados com promessas de bons empregos, mas quando chegam no país os empregadores confiscam seus passaportes e os forçam a trabalhar longas horas, sob um calor de 50 graus, sem nenhuma possibilidade de fuga. Muitos se machucam seriamente ou morrem após caírem de grandes alturas. Outros suicidaram.
Segundo um relatório da International Trade Union Confederation: “As péssimas condições de trabalho levam os trabalhadores à morte: acidentes de trabalho, ataques cardíacos, doenças desenvolvidas por conta da vida precária”.
Um representante do comitê organizador da Copa no país negou as informações e disse que os números estavam errados. 
Comissões de direitos humanos pedem o fim do sistema local chamado “kafala”, muito comum nos países árabes do Golfo Pérsico.
Os migrantes sem qualificações e dinheiro entram no Catar para trabalhar com a ajuda de um “patrocinador”. Este paga o visto, o custo da viagem e a hospedagem, por exemplo. Este paga o visto, o custo da viagem e a hospedagem, por exemplo. Geralmente, essa pessoa é o futuro chefe, abrindo margem para a exploração dos trabalhadores: eles chegam ao país já devendo para seus empregadores.
A empresa norte-americana coloca a culpa em prestadores de serviços locais e nas leis do país, mas é o rosto público das obras da Copa. Com base nisso, a Avaaz está colhendo assinaturas por meio de um petição na internet e pretende sensibilizar a presidente da CH2M Hill para que ela ajuda libertar os operários dessa escravidão moderna. A Avaaz pede que seja colocada em prática uma política pública que garanta que todos os operários da Copa do Mundo possam manter seus passaportes, sejam concedidos vistos de saída e tenham segurança e direitos básicos. Também pede ao governo do Catar que reforme o programa de trabalhadores convidados e permita que qualquer trabalhador estrangeiro tenha o direito de voltar para casa quando quiser.
Fonte: Avaaz

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