Em Busca do Último "Unicórnio"

O saola (Pseudoryx nghetinhensis) é uma espécie de bovino selvagem encontrado no Laos e Vietnã.  Por ser tão raro, serviu de inspiração para o conservacionista e escritor americano William deBuys escrever um livro relatando de forma lírica a expedição que fez à procura do animal  

O conservacionista e escritor sobre a natureza William deBuys é autor do livro "O Último Unicórnio: A Busca por uma das Criaturas Mais Raras da Terra". Escrito de forma lírica, o livro nasceu de uma expedição que deBuys fez ao Laos em 2011, em companhia do biólogo Bill Robichaud, à procura do saola, um dos mamíferos mais ameaçados de extinção no mundo.
O escritor americano ouviu falar do saola em 2009, quando um integrante da plateia de uma conferência que ele apresentava sugeriu que escrevesse sobre o animal. Dois anos depois, deBuys estava no Laos, em uma viagem de três semanas à Área Protegida Nacional de Nakai-Nam Theun, procurando sinais do bicho.
Segundo a Wikipedia, O saola (Pseudoryx nghetinhensis), também chamado de boi-de-Vu-Quang , é um bovino encontrado no Vietnã e também no Laos. Mede aproximadamente 85 centímetros de altura e pesa cerca de 90 kg. A pelagem é um castanho escuro com uma faixa preta ao longo das costas. Suas pernas são escuras e há manchas brancas nos pés, e listras brancas na vertical em toda a face, nas sobrancelhas e manchas no nariz e queixo. 
Todos saolas tem dois chifres ligeiramente curvados para trás, que crescem comumente até um metro de comprimento. A analogia com o unicórnio decorre do fato de que, quando vistos de lado, os dois chifres parecem um só. "Como aquela outra criatura de um chifre só, ele se aproxima de ser a apoteose do indescritível, da personificação da magia na natureza. Ao contrário do unicórnio, no entanto, o saola tem corpo. Ele vive e pode morrer", assegura deBuys em seu livro.
Este animal só foi descoberto para o mundo da ciência em 1992, lembra o antílopes do deserto da Arábia, mas é mais estreitamente relacionadas ao gado selvagem. Ele vive nos vales remotos dos Montes Annamite, junto à fronteira do Laos e Vietnã.
Os números dos saolas parecem ter diminuído drasticamente desde a sua descoberta em 1992, quando já era raro e restrito a um pequeno grupo. Os saolas raramente tem sido visto ou fotografado, e tem sido difícil manter-se vivo no cativeiro. Nenhuma desses animais são encontrados em qualquer jardim zoológico, em qualquer lugar do mundo. Sua população no mundo atual não passa de centenas de animais.
O saola é listado como Criticamente Ameaçado na Lista Vermelha da IUCN, o que significa que enfrenta "um risco extremamente elevado de extinção na natureza". Com nenhum desses animais nos jardins zoológicos e quase nada se sabe sobre a sua manutenção em cativeiro, a extinção na natureza significaria a sua extinção em toda parte, sem possibilidade de recuperação e reintrodução dele em qualquer outro local. O saola é ameaçado principalmente pela caça. A caça com cães, dos quais o saola é especialmente vulnerável, é a principal ameaça direta à espécie.
Nas palavras de deBuys, "os desafios da conservação do saola beira a epistemologia: como salvar um fantasma quando não se sabe se ele existe?".
O livro é um relato de aventura e meditação, uma leitura evocativa que deixa claro por que zonas silvestres são importantes e como é difícil salvá-las.

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