Insetos Comestíveis


A entomofagia, isto é , o consumo de insetos na alimentação vem ganhando adeptos ao longo do mundo, até mesmo no mundo ocidental onde existe uma resistência cultural muito grande à prática.Os estudos científicos destacam o alto teor em proteínas que contêm os insetos comestíveis e que em princípio seria superior àquele dos vegetais, carnes ou ovos. Esta qualidade não é negligenciável face à expansão crescente da população mundial


O consumo de insetos, chamado entomofagia, é uma tendência que cresce lentamente em alguns países ocidentais. Mas esta prática, muito difundida em numerosas regiões do mundo (Ásia, África e até mesmo na America Latina) está bem longe de nossa cultura e de nossas tradições culinárias.
Alguns restaurantes começam a propor insetos entre os seus pratos. Podemos até encontrá-los em alguns mercados ou em sites da Internet e já aparecem em lugares especiais para aperitivos, onde são propostos gafanhotos e vermes de farinha em diversos sabores. 
Existem mais de 1000 variedades de insetos comestíveis. A maior parte faz parte de nosso ambiente familiar: formigas, grilos, gafanhotos, larvas, cupins, etc. Eles podem ser comidos de muitas maneiras: vivos, fritos, cozidos, caramelizados... Seus sabores são também diversificados e eles são preparados tanto para o aperitivo, quanto para o prato principal, tempero ou sobremesa.
Os estudos científicos destacam alto teor em proteínas que contêm os insetos comestíveis e que em princípio seria superior àquele dos vegetais, carnes ou ovos. Esta qualidade não é negligenciável face à expansão crescente dos indivíduos sobre a terra. De fato, nós seremos 9 bilhões até 2050 e a produção de carne somente não poderá atender às necessidades de proteínas da população. Isto sem contar o impacto fraco mas igualmente pouco arriscado de transmissão de doenças ao homem. 
O consumo de insetos não é nenhuma novidade na história da humanidade. Desde a Antiguidade já temos traços desta prática na Europa. Na Grécia a.C., Aristotéles fazia elogio às crisálidas das cigarras e seu sabor requintado e delicioso. Em Roma, os insetos eram servidos nos banquetes, por exemplo gafanhotos cobertos de mel. No século XVIII, alguns insetos eram aconselhados por suas virtudes medicinais. No século seguinte, é mencionado o consumo de grilos no sul da França ou ainda larvas de besouros, gafanhotos e larvas de bicho da seda. A primeira obra europeia sobre este assunto foi publicada em 1885 e já colocava a questão do interesse na entomofagia para humanos.
Nos países desenvolvidos, a colocação no mercado para o consumo humano é regulamentado como todo novo alimento e depende da autorização comunitária. Se a entomofagia e a criação de insetos em grande escala são encorajados pela ONU, para lutar contra a fome nos países em desenvolvimento, a inocuidade desta prática alimentar não está demonstrada, o que deve incitar cada um de nós a ficar vigilante sobre as ofertas propostas pela Internet. Sua origem não é sempre confiável. Perigos também devem ser levados em conta em função das espécies. 
Fonte: MSN

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