As Fêmeas No Controle

As fêmeas do lagarto-rabo-de chicote ( gênero Aspidoscelis), que habitam a região compreendida entre o México e o sudoeste dos EUA, se procriam por partenogênese, uma forma de reprodução assexuada que é caracterizado pelo desenvolvimento e crescimento de um embrião sem a fertilização. Além disso, nesta espécie é observado um ritual de acasalamento incomum: uma das fêmeas simula o papel do macho, "montando" na parceira, que a morde. Este ato sexual, aparentemente sem nenhuma relação com a questão reprodutiva dos animais, no entanto, tem implicações sensíveis na procriação destas espécies.

Desde a década de 1960 que os cientistas sabem que as fêmeas de lagartos da família Teiidae não precisam dos machos para se reproduzir. As fêmeas do lagarto-rabo-de chicote (gênero Aspidoscelis), por exemplo, que habitam a região compreendida entre o México e o sudoeste dos Estados Unidos, se procriam por partenogênese, uma forma de reprodução assexuada que é caracterizado pelo desenvolvimento e crescimento de um embrião sem a fertilização. Além disso, nesta espécie é observado um ritual de acasalamento incomum: uma das fêmeas simula o papel do macho, "montando" na parceira, que a morde. Este ato sexual, aparentemente sem nenhuma relação com a questão reprodutiva dos animais, no entanto, tem implicações sensíveis na procriação destas espécies. Estudos científicos apontam que fêmeas que realizam esta simulação são mais férteis do que aquelas que não a fazem.
Normalmente, animais que nascem por partenogênese possuem organismos geneticamente idênticos aos progenitores, sendo, por isso, mais vulneráveis. Mas isso não ocorre com as fêmeas do lagarto-rabo-de-chicote. Na formação dos óvulos, elas podem recombinar cromossomos irmãos ao invés de cromossomos homólogos: este mecanismo incomum garante a manutenção da diversidade genética.
Uma nova pesquisa realizada por Peter Baumann, pesquisador-associado ao Stowers Institute para a pesquisa médica em Kansas City, e sua equipe revela que essa espécie de lagarto mantém uma riqueza genética, começando o processo reprodutivo com duas vezes o número dos cromossomos, igual a uma reprodução sexual. Essa descoberta, da qual até agora não se tinha conhecimento no mundo réptil, significa que “esses lagartos possuem uma maneira de distinguir cromossomos irmãos dos cromossomos homólogos”, diz Baumann. Atualmente pesquisadores estudam a maneira com que esses répteis conseguem realizar isso.
Em primeiro lugar não se sabe precisamente como esses lagartos conseguem duplicar seu número de cromossomos. Baumann suspeita que isso ocorra por causa de duas fases de replicação cromossômica ou que duas células sexuais combinem-se antes de o processo de divisão começar.
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