O Metabolismo da Microbiota Intestinal dos Bebês

Pesquisadores espanhóis analisaram, com um nível de detalhamento inédito até agora, como funciona o metabolismo da comunidade bacteriana intestinal durante os primeiros anos de vida. Utilizando metatranscriptômica, o estudo examinou a expressão de todos os genes bacterianos que fazem parte da microbiota intestinal do bebê a partir de amostras de fezes obtidas durante o primeiro ano de vida.
As bactérias e os seres humanos coexistem em uma simbiose harmoniosa: compartilhamos com elas os alimentos que comemos e elas nos ajuda a metabolizá-los (10% da energia que recebemos de alimentos é devido à ação microbiana). As bactérias também influenciam o desenvolvimento de nossos sistemas imunológico e nervoso.

Pesquisadores espanhóis analisaram, com um nível de detalhamento inédito até agora, como funciona o metabolismo da comunidade bacteriana intestinal durante os primeiros anos de vida. O estudo examinou a expressão de todos os genes bacterianos que fazem parte da microbiota intestinal do bebê a partir de amostras de fezes, obtidas durante o primeiro ano de vida: 7 dias após o nascimento e no terceiro, sétimo e décimo segundo meses de idade. A análise também foi realizada em amostras colhidas das mães obtidas uma semana antes do nascimento e um ano depois.
As bactérias e os seres humanos coexistem em uma simbiose harmoniosa: compartilhamos com elas os alimentos que comemos e elas nos ajuda a metabolizá-los (10% da energia que recebemos de alimentos é devido à ação microbiana). As bactérias também influenciam o desenvolvimento de nossos sistemas imunológico e nervoso.
Neste trabalho, utilizou-se a metatranscriptômica, técnica avançada de bioinformática que consiste na análise global dos genes que estão sendo expressos em uma comunidade bacteriana. Dependendo do estado funcional ou dos estímulos ambientais, as bactérias expressam alguns genes ou outros. Assim, a metatranscriptômica fornece informações essenciais sobre a capacidade funcional em cada momento das bactérias intestinais.
Devido à sua dificuldade técnica, poucos laboratórios no mundo são capazes de realizar análises metatranscriptômicas do microbioma humano. No entanto, esses estudos são necessários para entender completamente a biologia microbiana.
A descoberta mais notável é a evidência da atividade de bactérias produtoras de butirato no intestino do bebê antes que a dieta sólida seja introduzida. Este ácido graxo com propriedades antiinflamatórias e que serve como alimento para as células da parede intestinal é de reconhecida importância para a saúde em adultos, mas até agora se pensava que não era tão relevante em bebês.
O curioso é que, em adultos, as bactérias sintetizam butirato a partir fibra e outros carboidratos complexos ingeridos na dieta que não são encontrados no leite materno.
Estudos subsequentes terão que descobrir quais substratos as bactérias estão usando para produzir butirato em crianças e se esse composto tem as mesmas funções em bebês e adultos.
Os resultados mostram que o ambiente é muito importante durante os estágios iniciais de desenvolvimento, não só para o bebê, mas também para as bactérias em sua microbiota intestinal.
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